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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dente do siso

Para que o dente do siso existe?
     Se você já se perguntou isso aí vai uma boa resposta! Atualmente, para nada! Se você pensar evolutivamente, no caso de nossos ancestrais, que viviam em condições selvagens, o siso era um dente fundamental, pois a perda dos molares acontecia de forma precoce (aproximadamente aos 16 anos de idade) sem os recursos que temos hoje em dia. Assim, ao perder os molares, um novo dente nascia e ocupava o espaço do dente perdido, permitindo que ele mantivesse sua alimentação durante toda sua vida, estimada em 30 anos de idade. 
     Atualmente, com os recursos tecnológicos e medicações a expectativa de vida é de 85 anos para um Paulistano e os cuidados com a saúde bucal mantém os molares em boa condição no decorrer de nossas vidas, tornando o siso inútil. Não só inútil, mas também um risco para nossa saúde uma vez que ele é foco de proliferação de infecções devido a dificuldade de higiene dessa região. É bastante frequente a infecção local que pode causar a perda ou dano dos outros molares bem como distúrbios periodontais irreversíveis. O siso também está associado a formação de lesões neoplasicas cancerizaveis e cistos odontogênicos bastante destrutiveis, bem como disturbios da ATM (articulação da mandíbula em relação ao crânio) e interferir no correto posicionamento dos dentes.
     A partir dos 12 anos de idade o dente do siso já deve ser acompanhado pelo dentista, resultando em quase todos os casos na extração precoce do germe até os 16 anos. Quando realizada nessa idade, os riscos cirúrgicos são menores uma vez que o paciente apresenta apenas um germe dentário de dimensão bastante reduzida.



Siso de adulto com raiz longa e curva


siso de paciente com 15 anos de idade, apenas o germe.



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